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Título: Planejamento de auditorias e uso de informações: um estudo com auditores de controle externo dos Tribunais de Contas
Autor(es): Nardoni, Mônica Garcia
Orientador(es): Koga, Natália Massaco
Palavras-chave: Auditoria governamental - Brasil;Tribunal de contas - Brasil;Fase de planejamento – fases da auditoria - Brasil;Auditor
Editor: Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa de São Paulo
Citação: NARDONI, Mônica Garcia. Planejamento de auditorias e uso de informações: um estudo com auditores de controle externo dos Tribunais de Contas. 2026. 157 f. Dissertação (Mestrado profissional em Gestão e Políticas Públicas) - Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa de São Paulo, São Paulo, 2025.
Resumo: Os Tribunais de Contas desempenham papel central no controle externo e dependem, para o planejamento de auditorias, da mobilização de informações de diferentes naturezas. Apesar disso, ainda são escassas as evidências empíricas sobre quais fontes são efetivamente utilizadas pelos auditores e em que condições institucionais esse uso se intensifica ou se diversifica. Esta dissertação enfrenta esse problema ao examinar como auditores de controle externo dos Tribunais de Contas do Brasil mobilizam informações no planejamento de auditorias de conformidade, financeiras e operacionais. Trata-se de estudo aplicado, quantitativo e descritivo, baseado em survey on-line com 226 respondentes de 33 Tribunais de Contas. Mapearam-se tipos de fonte (normativas, dados administrativos, informações do jurisdicionado, relatórios de auditorias anteriores, experiência da equipe, estudos técnicos externos e evidências acadêmicas), frequência de uso, motivações, dificuldades e variações associadas a perfil profissional e a características institucionais. Os resultados indicam a existência de um núcleo informacional robusto, ancorado em normas, dados internos e informações do jurisdicionado, ao lado de uso residual de estudos técnicos externos e evidências científicas, mais visível em auditorias operacionais do que em financeiras. Os jurisdicionados aparecem simultaneamente como uma das principais fontes de insumo para o planejamento e como um dos principais focos de dificuldade, em razão de problemas de qualidade, disponibilidade e integração dos dados. Capacitações específicas, estruturas técnicas e unidades especializadas associam-se a maior mobilização de fontes, enquanto incentivos formais apresentam efeitos heterogêneos e o ceticismo profissional, embora amplamente valorizado, não se traduz automaticamente em maior diversidade informacional. A principal conclusão é que o planejamento de auditorias nos Tribunais de Contas combina um repertório informacional eficiente, porém pouco diversificado, cuja ampliação depende de capacidades institucionais e de arranjos de governança da informação. A partir desses achados, destacam-se recomendações para a gestão da informação nas Cortes de Contas: aprimorar a qualidade e a 8 interoperabilidade das bases internas, fortalecer estruturas especializadas em dados e conhecimento, alinhar incentivos ao uso qualificado de fontes externas e desenvolver estratégias de intermediação de conhecimento que envolvam não apenas os auditores, mas também os jurisdicionados, induzindo a melhoria das capacidades informacionais destes.
Abstract:Courts of Accounts play a central role in external control and depend on the mobilization of information of different natures for audit planning. Despite this, empirical evidence regarding which sources are effectively used by auditors and under what institutional conditions this use intensifies or diversifies remains scarce. This dissertation addresses this problem by examining how external auditors from Brazilian Courts of Accounts mobilize information during the planning of compliance, financial, and operational audits. It is an applied, quantitative, and descriptive study based on an online survey conducted with 226 respondents from 33 Courts of Accounts. The study mapped types of sources (normative, administrative data, information from the auditee, previous audit reports, team experience, external technical studies, and academic evidence), frequency of use, motivations, difficulties, and variations associated with professional profiles and institutional characteristics. The results indicate the existence of a robust informational core anchored in norms, internal data, and information from the auditee, alongside a residual use of external technical studies and scientific evidence, which is more visible in operational audits than in financial ones. Auditees appear simultaneously as a primary source of input for planning and as a main focus of difficulty due to issues regarding data quality, availability, and integration. Specific training, technical structures, and specialized units are associated with greater mobilization of sources, while formal incentives present heterogeneous effects, and professional skepticism, although widely valued, does not automatically translate into greater informational diversity. The main conclusion is that audit planning in Courts of Accounts combines an efficient yet scarcely diversified informational repertoire, the expansion of which depends on institutional capacities and information governance arrangements. Based on these findings, recommendations for information management in Courts of Accounts are highlighted: improving the quality and interoperability of internal databases, strengthening structures specialized in data and knowledge, aligning incentives for the qualified use of external sources, and developing knowledge brokering strategies that involve not only auditors but also auditees, inducing the improvement of their informational capacities.
URI: https://repositorio.idp.edu.br//handle/123456789/5778
Aparece nas coleções:Mestrado Profissional em Ciência Política - São Paulo

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