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Título: K-pop como estratégia de soft power pós-colonial: a afirmação cultural sul-coreana diante da hegemonia ocidental
Autor(es): Vale, Camille Binda do
Orientador(es): Conejera, Francisca Javiera Gallardo
Palavras-chave: Cultura;Etnologia, Coreia do Sul;Hegemonia
Editor: Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP)
Citação: VALE, Camille Binda do. K-pop como estratégia de soft power pós-colonial: a afirmação cultural sul-coreana diante da hegemonia ocidental. 2026. 67 f. Monografia (Graduação em Relações Internacionais) - Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa - IDP. Brasília, 2025.
Resumo: Esta monografia investiga o K-Pop como instrumento de soft power da Coreia do Sul e, simultaneamente, como expressão de resistência cultural e simbólica frente à hegemonia ocidental. A pesquisa, de abordagem qualitativa e fundamentada em referenciais das teorias pós-coloniais e decoloniais, analisa de que forma a indústria cultural sul-coreana combina tecnologia, estética e diplomacia cultural para projetar uma imagem global do país e redefinir as hierarquias simbólicas internacionais. Por meio da análise de videoclipes, discursos e estratégias estatais, demonstra-se que o K-Pop opera como linguagem híbrida e pluriversal, fundindo tradição e modernidade para afirmar uma modernidade alternativa asiática. O estudo conclui que o fenômeno consolida a Coreia do Sul como protagonista de uma nova ordem simbólica global, onde a cultura se torna vetor de poder, soberania e desobediência epistêmica. Reconhece-se, contudo, que o K-Pop, ao mesmo tempo em que simboliza uma afirmação cultural pós-colonial, reproduz contradições inerentes à indústria cultural global, operando entre resistência simbólica e adaptação às lógicas do capitalismo transnacional.
Abstract:This monograph investigates K-Pop as an instrument of South Korean soft power and, simultaneously, as an expression of cultural and symbolic resistance against Western hegemony. The research, using a qualitative approach and grounded in post-colonial and decolonial theories, analyzes how the South Korean cultural industry combines technology, aesthetics, and cultural diplomacy to project a global image of the country and redefine international symbolic hierarchies. Through the analysis of music videos, speeches, and state strategies, it demonstrates that K-Pop operates as a hybrid and pluriversal language, fusing tradition and modernity to affirm an alternative Asian modernity. The study concludes that the phenomenon consolidates South Korea as a protagonist in a new global symbolic order, where culture becomes a vector of power, sovereignty, and epistemic disobedience. It is recognized, however, that K-Pop, while symbolizing a post-colonial cultural affirmation, reproduces contradictions inherent in the global cultural industry, operating between symbolic resistance and adaptation to the logics of transnational capitalism.
URI: https://repositorio.idp.edu.br//handle/123456789/5780
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